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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Coração Civil

Matrimónio


Finalmente, o PS e o PSD assumiram a sua união de facto.
Mário Soares e outros dirigentes (mais ou menos históricos) desdobram-se em elogios a Pedro Passos Coelho.
Este marca encontros amorosos em S. Bento.
Caso Cavaco Silva não vete a nova lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, podem mesmo, em breve, contraír matrimónio.
Será, como muitos outros, um casamento de conveniência, movido por interesse e com pouco amor.
O PS quer manter-se o mais tempo possível no poder.
O PSD, ciente da fragilidade do cônjuge, quer assumir a posição de cabeça-de-casal.
O PS exige a celebração de convenção pré-nupcial. Precisa de distribuír mais alguns cargos aos seus afilhados e algumas empresas aos seus amigos.
O PSD, paciente (mas algo nervoso), está disposto a ceder, sabendo que, dentro em breve, tais lugares serão seus (embora aquelas empresas possam estar já nas mãos dos amigos da noiva).
O padrinho dos nubentes, em Belém, agradece este feliz enlace, que lhe garante uma calma reeleição.
O povo, que obviamente não será convidado para a boda, irá servir os convivas.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A crise para quem trabalha

O ataque aos trabalhadores e aos pensionistas era o mote deste governo e dos seus PEC(s).
Agora, alimentados pela crise, gerada pelos especuladores internacionais, tiraram da cartola um novo inimigo. Quem haveria de ser? Pois, os desempregados.
Estes "malandros", que não querem trabalhar, são os responsáveis pela crise económica (ou financeira, já nem sabem).
Importa reduzir os subsídios de desemprego, apregoa o governo. Justifica tal decisão com um argumento arrasador: o que se pretende é que eles voltem ao mercado de trabalho.
José Socrates, se bem me lembro, prometeu, de uma assentada, 150.000 novos empregos.
Em cumprimento desta promessa, lançou milhares e milhares de portugueses no desemprego.
Ninguém se lembra, ninguém se importa.
Os mercados são impiedosos, dizem os liberais.
Os portugueses, "deficientes", não se adaptaram às regras de tal mercado.
Como trabalham pouco e querem salários mais altos, lançam o país no caos.
Basta!
Os cortes nos subsídios de desemprego são um roubo.
A diminuição do investimento público é um logro.
A entrega das empresas públicas à voracidade dos insaciáveis capitalistas é um crime.
O desmantelamento do aparelho produtivo nacional é, verdadeiramente, a causa da crise que parece inultrapassável.
A "economia de casino" colocou este país, de bandeja, nas mãos dos capitalistas e dos especuladores internacionais.
As televisões apresentam-nos diariamente as opiniões de uns quantos engravatados que, "bem colocados na vida", transmitem a ideia de que há que fazer sacrifícios (os trabalhadores, claro).
Deixemo-nos de "tretas". Esta política não serve, esta política tem de ser mudada.



Para nós, também basta

Rui Rio, revoltado, lança um grito de revolta: Não quero ser enxovalhado.
Ameaça deixar a administração do Metro do Porto.
Ao que parece, terá de devolver alguns milhares de euros recebidos indevidamente por acumulação de funções, não permitidas por lei.
Vai-te embora! O povo do Porto agradece.

Se não os podemos vencer... roguemos-lhes pragas

Segundo o embaixador americano no México, as alterações climáticas vão-se encarregar de resolver o problema que os Estados Unidos têm com Cuba porque, em 50 anos, a ilha vai desaparecer debaixo do mar.
É este o grito de alegria de um alto responsável da administração de Obama que, finalmente, vislumbra a resolução para o "problema cubano".
Exaltemo-nos, "idiotas ocidentais".

País ao fundo

Para que conste, aqui fica este excelente texto do Nuno Ramos de Almeida

Toquem o hino que o Titanic está muito bem.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ainda se fosse para prémios aos gestores...



Enquanto se pagam quantias milionárias aos gestores públicos deste país, qualquer "pequena esmola" dada aos trabalhadores, suas famílias e reformados é encarada pelos responsáveis políticos como desperdício ou despesismo.
Metade do prémio atribuído a António Mexia pagava mais de dois anos desta merecida compensação, obtida, muitas vezes, à custa dos salários dos trabalhadores e das pensões dos reformados. 

segunda-feira, 26 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010